Vidas, palavras, ideias e coisas - de dias e de noites - em ambiente (geralmente) citadino

quinta-feira, abril 26

Anarquistos



Muita tinta corre já - e correrá certamente, nos próximos dias - a propósito da supostamente vil e desproporcionada carga policial a um bando de hunos que a coberto do slogan "Combate a Autoridade", numa manifestação não autorizada, aviltavam ontem o Chiado, partindo montras, pilhando lojas e grafitando prédios.
Porque o 25 de Abril não foi feito para ter as costas largas (e cinco polícias ficaram feridos pelos jovens "que se manifestavam pacificamente"), se há coisa que não me acontece é tristeza ou revolta.
Parece que houve gente agredida que nada tinha a ver com o "filme", o que é grave. Para isso, haverá um inquérito. E há tribunais e regras democráticas para quem tiver, de facto, razão de queixa provável dos eventuais excessos policiais.
Certo é que a Democracia não se fez para isto, para alimentar a costela libertária e anarquista da meia-dúzia dos cromos do costume. Estou farto e cheio, aliás, de ver escumalha quando passo, de longe em longe, no Chiado. Injectam-se à porta das igrejas; agarram velhotas para dançar à força, no pico da "moca" e da "alegria"; ocupam a via com truques circenses (?); insultam e ameaçam quem não lhes dá a moedinha como recompensa pelas "habilidades".
É tão simples quanto isto: quem não se dá ao respeito, não o merece. Tudo o resto é demagogia de esquerda: tão perigosa, aliás, quanto a de direita.

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"Remember, remember, the fifth of November..."