Vidas, palavras, ideias e coisas - de dias e de noites - em ambiente (geralmente) citadino

quarta-feira, janeiro 9

Sem Comentários


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terça-feira, janeiro 8

Damas Com Açúcar



The Sugar Dames, uma saborosa descoberta ao ritmo do acaso.

segunda-feira, janeiro 7

Repeat to Fade


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domingo, janeiro 6

Excepções Valiosas

A melhor casa de diversão nocturna de Lisboa, se calhar do país e se calhar dos arredores, já fez questão de explicar assim, preto no branco, que por ali continua a haver espaços interiores para fumar, além das varandas. Manuel Reis continua a saber que são as muitas minorias juntas a fazer a imensa maioria que dá prosperidade ao Lux. Haja quem lhe siga, uma vez mais, o exemplo.


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sábado, janeiro 5

Descubra as Diferenças



"It's a blue, bright blue Saturday/And the pain has started to fade away..."
Em claro "serviço à causa", faço hoje eco dos primeiros sinais do novo álbum dos Goldfrapp. "Seventh Tree" sai a 25 de Fevereiro, mas a banda já divulgou ontem, aos fãs, a capa e o delicioso primeiro single, «A&E», para ouvir aqui, no MySpace oficial do duo.
Ao ouvir o tema, é fácil agora perceber o que Alison Goldfrapp e Will Gregory queriam dizer quando afirmavam que este novo disco iria ser uma surpresa em termos de sonoridade, ao aproximar-se de territórios "Folk" e das guitarras.
Fica por perceber se este novo som será o ideal para servir as limitações da voz de Alison, especialmente nos agudos. Mas que entusiasma imenso perceber uma nova mudança de rumo na criatividade dos incríveis Goldfrapp, lá isso entusiasma!
O único aborrecimento, agora, é ter ficado com tanta água na boca... e ter de esperar mais de um mês para meter as mãozinhas no novo CD.
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sexta-feira, janeiro 4

Pets



"Piranha", o(a)? mais recente inquilino(a)? da casa dos espelhos. Ou de como até as prendas de Natal mais pequeninas podem acabar por causar o maior impacto.
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quinta-feira, janeiro 3

Bichezas do Espaço




Estreia hoje nas salas portuguesas o filme "AVP - Requiem", a sequela de "Aliens vs. Predador". E agora, ao contrário do anterior isolamento ártico, a confusão cai bem no meio de uma pacata cidade do Colorado, reduzindo num ápice a centenas os seis mil e tal habitantes, com a fúria da amostra para ver aqui.

No meio da carnificina, com os sobreviventes aglomerados no centro da cidade à espera de salvação, os espectadores já sabem que o que lá vem é uma bomba nuclear - e não helicópteros do exército.

Talvez por isso, quando a tensão está ao rubro, o restante dos habitantes de Gunnison já desconfia das intenções do governo americano e uma das personagens diz: “the government wouldn’t lie to us”; tem-se registado um fenómeno curioso: os espectadores riem-se *. Como que irmanados numa certeza que cruza o mundo moderno: todos os governos nos mentem, cada vez mais e mais descaradamente. E quando alguém acredita no contrário, tal ingenuidade dá-nos vontade de rir.

Eu tenho outra vontade, que não passa de um sonho: ver certos governos desterrados para este momento específico da fictícia cidade de Gunnison e assistir à correspondente refeição da bicheza alienígena. Esperando que os pobres Aliens não sofressem muito com a tremenda azia que teriam, logo a seguir.
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* (Nota acrescentada a 5Jan): Confirma-se que os espectadores portugueses também fazem o mesmo...
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quarta-feira, janeiro 2

Cruzes, Canhoto!



Mal estará de facto o país, se a população ficar também muda e queda, desta vez perante a mais recente afronta deste governo, a tentar "democraticamente" apagar a nossa História. A tentativa, de tão torpe, badalhoca e vil, precisa de um imediato arregimentar de espadas. Não é tempo de dar a outra face.
É tempo de mostrar que isto é motivo para católicos e católicas sairem à rua, mostrando que há fronteiras.
Mostrando que somos milhões e que estamos a ficar cansados de tanto abuso, de tanto fundamentalismo laico num país que se fez e cresceu pela via católica. Não estamos em tempos de mansa concórdia, até porque claramente se vê que a "liberdade religiosa" e a "laicidade do estado", conforme defendidas por este governo y sus muchachos, só têm um alvo a abater: a Igreja Católica. Estamos em tempos de defender o que nos é sagrado, e o jogo de palavras é propositado.
Se há alturas em que é preciso dizer a este governo BASTA!!!, esta é uma delas. Mesmo que tenha havido muita pressa em dizer que não é bem assim, quando rapidamente se concluiu que se calhar o melhor era mesmo não acordar o vespeiro latente de um país cada vez mais à beira de um ataque de nervos.
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Bálsamos



"Baraka", um dos mais impressionantes documentários sem argumento dos tempos modernos, chegou-me finalmente às mãos, num mui desejado DVD. Curiosamente, depois de anos a procurá-lo, acabo por tê-lo oferecido justamente no ano em Ron Fricke, o seu realizador, se prepara para estrear a sequela, “Samsara”. São boas coincidências.
"Baraka" faz parte de uma cada vez mais extensa família de filmes com imagens e música à procura do mundo, em mosaicos de paisagens naturais, cenários humanos, culturas desaparecidas ou em extinção, animais inseridos em habitat natural, manifestações religiosas e etnografia, apenas para citar algumas pistas.




Neste caso, a lente da obra percorreu 152 localizações em 24 países, estreando finalmente, em 1992, no inovador formato 70mm Todd-AO. A banda sonora, um colírio para qualquer alma mais sofrida ou empedernida, foi concebida por Michael Sterns, com participações de, entre outros, os Brother e os Dead Can Dance.
96 minutos de prazer visual e auditivo em estado puro, obviamente recomendadíssimos! E no que toca à parte das imagens "civilizacionais", vê-se bem, infelizmente, como continua insuportavelmente grande e doloroso o abismo entre ricos e pobres...



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terça-feira, janeiro 1

Smoking / No Smoking




Uma "pequena minoria" de 20% da população portuguesa fica, a partir de hoje, legalmente conduzida à condição de pária. Com o estatuto de contribuinte especial, já que a nova Lei do Tabaco é cobarde a ponto de não prescindir do dinheiro das taxas pagas pelos fumadores, a cada maço.
Entende o legislador que o fumo prejudica gravemente a saúde, mas não deixa de lamber os beiços com o dinheiro pago em impostos por quem fuma. Na prática, os sanitaristas entendem que estão provados os malefícios do tabaco, mas não se arriscam a pura e simplesmente proibi-lo e ilegalizá-lo de vez. A isto chama-se, na minha terra, hipocrisia grosseira.
No entanto, as vantagens da nova lei para alguém como eu, um dos fumadores que não quer nem vai deixar de fumar, são óbvias: uma vida cada vez mais centrada em casa, tanto no campo do trabalho (benditos acessos internet ao escritório e bendita a posição de patrão...) como na vida social, com muito mais jantares e copos na humilde e muito privada "casa dos espelhos", onde a PIDE sanitária não entra.
A modernidade trata do resto: cada vez menos é preciso entrar em estabelecimentos de todo o tipo, desde os restaurantes aos centros comerciais, passando pelos cinemas, porque tudo se pode comprar online e mandar trazer a casa. Como em tudo na vida, é apenas uma questão de ajustar hábitos. E - claro - deixar de frequentar e gastar o nosso dinheiro em todos os sítios cujos proprietários não lutaram a tempo para continuarmos a ser acolhidos.
P.S. - É a esse título ridícula, por tardia e acobardada, a petição que algumas discotecas deitaram esta noite à circulação, tentando seduzir clientes para que assinem a favor de mudanças à legislação, permitindo aos donos de estabelecimentos de diversão nocturna escolher se querem ou não ser espaços para fumadores. A nova lei, agora em vigor, esteve meses infindos a escrutínio prévio - e houve todo o tempo para protestar contra ela e fazer por alterá-la. Assim houvesse "tomates".
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"Remember, remember, the fifth of November..."