Vidas, palavras, ideias e coisas - de dias e de noites - em ambiente (geralmente) citadino
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sexta-feira, fevereiro 20

Escrever

Parece que as musas estão de volta, finalmente. E assim se começa, timidamente, a escrever o próximo livro (de poesia)...

quarta-feira, fevereiro 18

Toca-e-Foge



Dar cenouras apenas a cheirar é um grande acto de desumanidade, face aos burros. Tenham eles 4 ou 2 patas...

segunda-feira, março 17

Um spot c'as patas



No spot televisivo para o prestes-a-estrear «Dinheiro Vivo», o filme é anunciado, preto no branco, como sendo (sic) "da realizadora de «Thelma & Louise»". Ora, para quem saiba um mínimo de cinema contemporâneo (caso que se presume - ou presumiria - ser o da distribuidora), Callie Khouri "apenas" assinou o argumento da obra-prima, pelo qual ganhou inclusive um Oscar. Mas a realização, essa, esteve a cargo de Ridley Scott.
É certo que não vem mal algum ao mundo com estas confusões menoríssimas. Mas deixar transbordar assim, desta forma, uma imagem de incompetência e desleixo não fica bem, de todo, à Lusomundo.

domingo, novembro 11

Aqui Não!


Neste espaço, como em todos os espaços e momentos na minha vida, o acordo ortográfico não entrará. O meu Português não muda por decreto.
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sábado, novembro 10

Bichezas



Nem as cascavéis mais venenosas se livram de levar com uma pisadela de rinoceronte em cima. Resta agora saber se a dita se escondeu num buraco qualquer, a recuperar do esmagamento... Ou se foi - como tantos desejam - morrer longe.
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sábado, agosto 18

Pontos de Vista



Perigosíssima, a boca de um tubarão branco. E ainda assim, tão especialmente vulnerável. Afinal, quando está aberta, sujeita-se a levar com uma granada de fragmentação, goela abaixo. a
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segunda-feira, agosto 13

À Atenção de S. Exa. a Ministra da Cultura



Exma. Senhora Dra. Isabel Pires de Lima,

Sabendo que por aí anda toda a gente muito ocupada (ou distraída, ou com a agenda do Outlook inoperacional), achei por bem chamar desde já a atenção de V. Exa. para algumas efemérides de centenários de gente cá do burgo, que se assinalam para o ano.

Assim, se por algum acaso ainda estiver à frente do Ministério da Cultura, note p.f. que passam, a 16 de Abril, 100 anos sobre o nascimento do cineasta português António Lopes Ribeiro, que fez aquele filme popularucho que ninguém conhece, "O Pai Tirano". E tinha supostas afinidades com o regime de Salazar, o que é gravíssimo e motivo mais que suficiente para passar ao lado do conjunto da sua obra.

No que ao cinema diz respeito, há também a possibilidade de comemorar-se, ainda em vida do próprio, o centenário de Manoel de Oliveira, a 11 de Dezembro. Apesar do reconhecimento internacional que lhe é prestado, a sua obra é, para muitos, bastante discutível. Apesar disso, tendo em conta que é o mais velho realizador de cinema em actividade no mundo, e Portugal gosta muito de aparecer nos livros de recordes com as coisas mais absurdas e ridículas, pode ser que lhe peguem por aí, como “o velhote do cinema português no Guiness”. Ficará fantástico ao seu lado, nos "bonecos" para a televisão, especialmente se ainda estiver rijo e lúcido.
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Não se esqueça também de 13 de Junho, quando se assinala o centenário do nascimento de Maria Helena Vieira da Silva. Parece que há uma estação de metro com uns azulejos dela, ou lá o que é. Não sei se chega para ser importante. Diz que é uma referência mundial e até tem uma fundação com o nome dela e o de um senhor esquisito (era o marido, ou assim). É coisa pouca e não fica no CCB às custas do erário público, eu sei... Mas como a dita pintora tem um apelido igual ao do seu colega, o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, pode ser que se safe e seja lembrada por V. Exas.

E a 1 de Fevereiro, claro, passam 100 anos sobre o Regicídio. Uma questão, esta, mais de cultura geral que de ministérios e culturas. Embora seja verdade que D. Carlos I, então caído em desgraça, deve hoje estar a rebolar-se, além-túmulo, com o estado desta chafarica - e com os governantes que a mesma vem tendo, regra geral, ao longo destes últimos 100 anos. Resta saber se chora ou se ri: a mesma dúvida que me assola.

Desejando-lhe um bom resto de 2007, com a agenda o mais leve possível (porque isto de trabalhar cansa imenso, oh-ó), subscrevo-me com elevada estima e consideração. A bem da Nação e do chá de limão.
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sábado, agosto 11

Dias da Rádio


A partir de hoje e até ao final de Setembro, volto a fazer o gosto ao dedo, aos fins-de-semana, aos comandos da consola da rádio, na condução dos espaços 15h00/19h00 (Sábados) e 16h00/20h00 (Domingos), em 90.4 FM.
Portas abertas a quem quiser ouvir, então, nos transístores de casa, nos auto-rádios, na internet (ver link na barra lateral direita) e na powerbox da TV Cabo.
Façam favor de entrar sem pedir licença...
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quarta-feira, julho 11

Amar vs. Mocar


Love Statue, JFK Plaza, Filadélfia
(Robert Indiana, 1976)

Que me perdoem os/as mais românticos/as ou optimistas, mas isto de andar publicamente a admitir, de 15 em 15 dias, que se-nos-acabou-o-último-amor (que aliás afinal "até era uma besta que não nos merecia") mas agora-sim-já-há-outro-amor-mesmo-à-séria-para-pôr-no-lugar-do-anterior, bem... cheira a tudo menos coração. Assim de repente, aliás, faz-me pensar, mais adequadamente, em ninfomia e/ou priapismo envergonhados.
Amor que é para chamar amor, dura anos. Ou, se quisermos ser mais liberais, pelo menos uns meses largos.
15 dias não são amor: são a extensão corrente do período experimental da queca.
Ou o tempo que o cérebro costuma demorar a conseguir funcionar correctamente, avaliando a real importância que o/a outro/a tem para nós, sem a "chantagem" hormonal do entre-pernas.
:-)
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"Remember, remember, the fifth of November..."