Vidas, palavras, ideias e coisas - de dias e de noites - em ambiente (geralmente) citadino
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sexta-feira, abril 11

O Passado da Musa



A actriz Irene Cruz, em publicidade de 1962.
O mais engraçado é poder ver e sentir que ainda hoje mantém todo o seu charme e estatura. Com a tremenda vantagem de décadas de exercício que só tornaram maior um talento já de si sem par...

sábado, fevereiro 23

Música Negra: 3 décadas, 3 maneiras de dançar

70’s


80’s


90’s

quarta-feira, novembro 28

Hoje Como Ontem

Passaram 20 e tal anos, mas o verdadeiro humor não perde actualidade. Ivone Silva não deveria ter morrido tão cedo: teria muito que gozar com a política e a situação do país, especialmente nos últimos anos. Tudo mudou, afinal, muito pouco...


Ai Agostinho
Ai Agostinha
Que rico vinho
Vai uma pinguinha?
Este país perdeu o tino
A armar ao fino, a armar ao fino
Este país é um colosso
Está tudo grosso, está tudo grosso
Isto é que vai uma crise, isto é que vai uma crise!
Prá Esquerda
Isto é que vai uma crise, isto é que vai uma crise!
Prá Direita
Isto é que vai uma crise, isto é que vai uma crise!
Prá Gente!

terça-feira, outubro 9

Polícias



Ainda hoje, a melhor série dramática alguma vez construída à volta do quotidiano de polícias. "A Balada de Hill Street", para rever na RTP Memória, de segunda a sexta-feira, com duas hipóteses de horário: 14h15 e 21h15.
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quarta-feira, setembro 26

Deu-me a saudade...



terça-feira, setembro 11

11/09

Mesmo que o ângulo de visão seja diferente, a barbárie nunca se esquece.



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quinta-feira, setembro 6

Das 9 às 5



Quando infelizmente já pouco sobra de uma carreira outrora fulgurante, há que rentabilizar o passado. Mas a ideia publicitária é, de facto, muito bem esgalhada. E o sangue-frio de Sheena Easton, também. Foi assim que a cantora revisitou, em 2004 (para a ferroviária australiana Connex), o seu maior sucesso - e a sua maldição...
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terça-feira, setembro 4

Setembros (2)



Para além da nostalgia e das baladas, também há muito Setembro para mexer os pés, na História da música. E 30 anos depois, os Earth, Wind & Fire são, ainda hoje, sérios candidatos a levar a palma, com isto, mais tarde actualizado para isto aqui.
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sexta-feira, agosto 31

Le Phew

Ali nas beirinhas e nos começos dos anos 90 (do século passado, pois...), com as noites a massificar e a viver em rave contínua, dava jeito aos homens cheirar a estas coisas. Especialmente quando a semana chegava ao fim, como hoje. A noite era longa, o suor do techno fazia muitos estragos - e havia que defender os aromas da... sedução! E se é verdade que hoje em dia nos apressamos a rir das roupas de então, também tem graça ver como nos esquecemos, quase sempre, dos fedores que púnhamos em cima...








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quarta-feira, agosto 22

Made in Japan



Já poucas são as coisas que não se encontram no "tubo". Desta vez, foi a lembrança de mais um tema dos 80's a levar-me a procurar por lá; e lá estava o teledisco: "Made In Japan", a one-hit wonder que eternizou Nancy Nova... pelo menos junto de alguns dos representantes da minha geração que ainda se lembram da senhora.
:-)
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segunda-feira, agosto 20

Vento nos Salgueiros



Um jantar de família trouxe-me, este fim-de-semana, a memória da série animada de "The Wind In The Willows" (Vento nos Salgueiros), cuja mestria me conquistou já no final da adolescência, ainda a tempo de alistar por contágio, para os milhões de fãs da série, a minha irmã.
E a verdade é que as histórias imaginadas pelo escritor britânico Kenneth Grahame já levam quase 100 anos (a primeira edição data de 1908), conquistando desde então gerações sucessivas, irremediavelmente encantadas com as aventuras da Toupeira, do Rato, do Sapo e do Texugo.
As aventuras do grupo já passaram por séries animadas, filmes (de animação e com actores reais), peças de teatro e um musical. Ainda assim, no que me diz respeito, nunca com a magia da série de marionetas animadas criada, na primeira metade da década de 1980, pela britânica Cosgrove Hall, também autora de outros sucessos como o primeiro Noddy, Danger Mouse, Conde Patácula, Andy Pandy ou Blue Dog.
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domingo, agosto 12

Torga? Quem?



Dizia Miguel Torga (uma das referências culturais incontornáveis da minha vida), em 1985: "Há uma coisa que eu nunca poderei perdoar aos políticos: é deixarem sistematicamente sem argumentos a minha esperança".
Nem de propósito, hoje, nas comemorações do centenário do nascimento desta figura maior da literatura mundial, com a maioria das cerimónias oficiais a ser organizadas pela Câmara Municipal de Coimbra, o Ministério da Cultura escolheu estar ausente de todas: Isabel Pires de Lima deixou-se de férias e o seu Secretário de Estado alegou "problemas de agenda".
Que este governo se está borrifando para os valores mais sérios e sólidos da cultura nacional, já se sabe há muito. O que custa ver é que já nem há sequer, para os lados do Palácio da Ajuda, suficiente vergonha na cara para fazer de conta...
Quanto a mais este silêncio de Manuel Alegre, desta feita face ao desprezo dado pelo Governo à efeméride, também ficámos esclarecidos. Muito esclarecidos. Definitivamente esclarecidos.
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quarta-feira, julho 25

Descubra as Diferenças...



Conheci a canção nas pistas das saudosas noites do Bairro Alto do início da década de 1990, numa das inúmeras versões (Dina Carroll estará, a propósito, a ensaiar um regresso para este ano ainda, depois de uma disputa com a anterior editora e uma otosclerose que quase a fez perder a audição).
Tal foi o encanto com a letra que rapidamente cheguei ao original de Carole King. E uma sofisticada e elegante música de dança acabou, assim, por seu o meu passaporte de viagem ao encontro sucessivo e encadeado das carreiras e discografias de gente tão "antiga" e "séria" quanto a autora original e contemporâneos seus como James Taylor, Carly Simon, Laura Nyro, Blood, Sweat & Tears, Elvis Costello, Joni Mitchell ou Judy Collins, apenas para citar alguns.

IT'S TOO LATE
do álbum "Tapestry"
(Carole King & Toni Stern - 1971)

Stayed in bed all morning just to pass the time
There's something wrong here
There can be no denying
One of us is changing
Or maybe we've just stopped trying

And it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it

It used to be so easy living here with you
You were light and breezy
And I knew just what to do
Now you look so unhappy
And I feel like a fool

And it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died
and I can't hide it
And I just can't fake it

There'll be good times again for me and you
But we just can't stay together
Don't you feel it too
Still I'm glad for what we had
And how I once loved you

But it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it

Don't you know that I...
I just can't fake it
Oh it's too late my baby
Too late my baby
You know
It's too late my baby

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sábado, julho 21

Memórias da Máscara



Para quem não sabe ou não estivesse atento, a melhor banda do mundo (a classificação é minha, a bem dizer) faz este mês 40 anos. Este é o site oficial dos Fleetwood Mac e esta é, para os mais curiosos, a sua história.
São incontáveis já, à data, as horas de prazer e alegria que o grupo me deu, desde que os "descobri", em 1982 (com a hoje "clássica" formação Mick Fleetwood, John McVie, Christine McVie, Stevie Nicks e Lindsey Buckingham), a contra-corrente da Pop dominante, nos tempos de liceu.
Talvez por instinto, "Behind the Mask", de 1990, foi o primeiro a voltar-me, por estes dias, ao leitor de CDs, para as revisões e saudosismos que se impunham. Afinal de contas, não sendo o melhor dos Fleetwood Mac, tem a beleza única de constituir um sólido "pôr de pé", depois da queda de uma das crises mais feias no seio da banda.



E já agora, noutro registo, recorde-se "Don't Stop! (Thinking About Tomorrow)", um dos maiores clássicos da banda, aqui na "Go Your Own Way Dance Tour 1997": uma explosão de energia ao vivo.
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quinta-feira, julho 12

Impossível garantir...



... por mais que se queira. Às vezes, inclusive, quanto mais se tenta, menos é.

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sábado, julho 7

07-07-07



E para quê, afinal, tantas maravilhas, se "ós" anos que já há esta?

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quinta-feira, julho 5

Dedicatória



Dedicado a Telmo Correia, candidato do CDS-PP às intercalares de Lisboa, a propósito do seu périplo pela baixa pombalina, oferecendo pás e vassouras aos munícipes, para estes ajudarem a "limpar a cidade":

A VASSOURA
(Odete Moreira - Lúcia Carvalho /César Batalha)

Tenho uma vassoura pr'ajudar a mãe
A minha vassoura varre mesmo bem.
Varre à frente, atrás, e mesmo ao cantinho
A minha vassoura deixa tudo varridinho.

[...]

E ao ver enfim o chão a brilhar
A minha vassoura parece cantar.
Varre à frente, atrás, e mesmo ao cantinho
A minha vassoura deixa tudo varridinho...
Deixa tudo varridinho...
Deixa tudo varridinho!


Excerto de canção do álbum de estreia do
Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras
"Uma Dúzia de Canções", 1978
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sexta-feira, junho 15

Ele & Elas



Chama-se "Planet Earth", sai a 24 de Julho nos Estados Unidos e marca o regresso de Prince às lides discográficas, depois do genericamente ignorado "3121", de 2006.
O destaque do novo álbum do 'mago de Minneapolis' vai inteirinho para a presença das convidadas Wendy e Lisa, dupla que integrou, nos anos 80, a banda The Revolution.
Foi aliás do "embrulho" Prince & The Revolution que sairam os melhores trabalhos do cantor, como "Purple Rain", "Around The World in a Day" ou "Sign 'O' the Times".
A nova colaboração do trio em "Planet Earth", tantos anos depois de uma ruptura que chocou os fãs, deixa, por isso, a antecipação da água na boca...
Prince parece apostado, aliás, em recuperar inspiração no passado. No princípio deste mês, por ocasião dos ALMA Awards, subiu a palco para uma performance incendiária com outra mulher dos seus "antigamentes": a cantora e percussionista Sheila E.


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terça-feira, junho 5

(Des)Aniversário



Faria hoje mais um aniversário. E chegaria assim aos 39, se a vida não tivesse ficado por cumprir. Hoje como sempre, tenho-a na memória, com a desmedida tristeza da perda, felizmente mitigando-se, mais e mais, com o passar dos anos.
Vai ser um dia de música, omnipresente, a sublimar as horas más. Com um registo muito especial, que aqui deixo, do trio de canções que ouvi em loop, sempre que a "efeméride" me assaltou - e que me ajudaram a sorrir no meio do negro. Para ver e ouvir aqui, aqui e aqui.

Sofia Erse Arruda - 05/Jun/1968 - 19/Nov/2003
"Siga a marinha!"

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quarta-feira, maio 16

Ecrãs de Ontem













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"Remember, remember, the fifth of November..."