Vidas, palavras, ideias e coisas - de dias e de noites - em ambiente (geralmente) citadino
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quinta-feira, março 19

R.I.P.


Natasha Richardson
(11 Maio 1963 - 18 Março 2009)

Impressiona-me particularmente o desaparecimento prematuro de um grande talento global (tantas vezes subestimado), devido a um acidente estúpido; e o sofrimento que a mãe, a veterana e septuagenária Vanessa Redgrave, terá de enfrentar com a perda.

quarta-feira, março 11

"Signs"




Created by Publicis Mojo and @RadicalMedia

segunda-feira, fevereiro 23

O melhor dos Oscars deste ano...

... foi, sem dúvida, o bolo que mandei fazer, de encomenda, para "adoçar" o visionamento da transmissão. :-)
E a "linha"? A "linha" que se lixe...!


sábado, janeiro 31

Are They Back?



Circulam rumores segundo os quais os Cenobitas de Hellraiser estão prontos a regressar, pela mão do seu criador Clive Barker, numa tentativa de restituir "dignidade" a um 'franchising' de terror que se foi tornando, sequela após sequela, numa anedota. Oxalá!

terça-feira, janeiro 27

Cada vez mais perto

sábado, abril 5

Tenham muito medo



Não é assim tão difícil cair na rede. Afinal, o argumento de "O Nevoeiro Misterioso" nasce de um conto de Stephen King; o argumentista e realizador da coisa é o tarimbadíssimo Frank Darabont; e o elenco tem o chamariz de uma oscarizada Marcia Gay Harden, entre várias outras caras facilmente reconhecíveis de séries televisivas diversas com projecção internacional (com destaque para a veterana Frances Sternhagen).
A verdade repõe-se nos primeiros minutos de filme: argumento fraco, direcção de actores fragilíssima, ritmo zero, uma chatice. Depois, chegam os primeiros efeitos especiais: confrangedoramente maus. Depois ainda, as criaturas invasoras em massa: risíveis.
Numa classificação de 0 a 5, apetece-me apenas chamar a este filme uma inominável bosta. Tão grande e mal-cheirosa que até me fez chegar apenas a metade do balde de pipocas....

segunda-feira, março 24

Gozo e gosto



O respeito e admiração que devo a Jeff Bridges enquanto actor subiu mais uns degraus, depois de "tropeçar" no seu website pessoal. Mais um pequeno rasgo de génio, apropriado à imagem quase sem mácula de um dos valores mais seguros do cinema contemporâneo.

quinta-feira, março 20

O sexo de volta à cidade



Em estreia, finalmente, a 30 de Maio...


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segunda-feira, março 17

Um spot c'as patas



No spot televisivo para o prestes-a-estrear «Dinheiro Vivo», o filme é anunciado, preto no branco, como sendo (sic) "da realizadora de «Thelma & Louise»". Ora, para quem saiba um mínimo de cinema contemporâneo (caso que se presume - ou presumiria - ser o da distribuidora), Callie Khouri "apenas" assinou o argumento da obra-prima, pelo qual ganhou inclusive um Oscar. Mas a realização, essa, esteve a cargo de Ridley Scott.
É certo que não vem mal algum ao mundo com estas confusões menoríssimas. Mas deixar transbordar assim, desta forma, uma imagem de incompetência e desleixo não fica bem, de todo, à Lusomundo.

domingo, fevereiro 17

Cinema com C maiúsculo



Na corrida que se tenta sempre fazer para 'apanhar' os candidatos ao Oscar, antes da cerimónia já a 24 deste mês, chegou finalmente a vez de conseguir pôr os olhos em cima de "Atonement - Expiação".
Vale o que vale, mas confesso que há muito tempo que não tinha o prazer de ver um filme globalmente tão bom. Curiosamente, não sinto que as interpretações se destaquem a ponto de estatueta. Nada vi, nesse campo, de outstanding (descontando os escassos e delirantes minutos finais, com a veterana Vanessa Redgrave quase olhos nos olhos com a câmara), ainda que o casting esteja mais que perfeito.
Apesar disso, não consigo deixar de pensar que as estatuetas de Melhor Filme e/ou de Melhor Realização não ficariam nada mal empregues aqui. Ah, e o mesmo para a banda sonora original.
Odeio os usos gratuitos da palavra "fabuloso", mas é qualificativo que cai como uma luva no trabalho do italiano Dario Marianelli. Não há um compasso, uma nota, uma irreverência fora do sítio - e as imagens ficam ainda mais esplendorosas com a partitura do compositor, que consegue fazer a música quase viver como uma personagem. Soberbo!
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quarta-feira, janeiro 23

R.I.P.



Mais um.

Heath Ledger foi ontem encontrado morto num apartamento de Nova Iorque, alegadamente com um frasco vazio de comprimidos à cabeceira. Mundialmente famoso graças ao retrato do seu cowboy de "Brokeback Mountain", o actor terá ainda honras de cartaz em primeira linha, nos próximos meses.
O defunto, paz à sua alma, entra em "I'm Not There", estreado em Novembro do ano passado nos EUA e ainda a colher frutos mundo fora, onde deverá estrear antes dos Oscars, nomeadamente por cá.
Depois ainda, vê-lo-emos como Joker, no mais recente filme da série Batman, "O Cavaleiro das Trevas". Em estreia neste Verão.
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Heath Ledger filmava actualmente "The Imaginarium of Doctor Parnassus", o novo de Terry Gilliam, com estreia agendada para 2009. As cenas gravadas com o actor em Londres, no ano passado, não deverão vir a ser usadas.
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domingo, janeiro 20

Pacote Completo



Anda aí bem enraizada a "moda das caixas", já se vê. Nalguns casos, redundante. Em casos como este, diga-se, em boa hora. "Blade Runner", o mítico filme de Ridley Scott, estreou em 1982, com o sucesso que se sabe. Não obstante, também se soube desde a estreia que o produto em causa não era "o filme do realizador" e tinha sido mutilado e mexido pelos responsáveis dos estúdios.
Scott não descansou enquanto não refez o 'estrago' e a "director's cut" do filme veria a luz do dia 11 anos depois, em 1993, com notórias melhorias, novos efeitos e um final diferente.
Nos últimos dias de Dezembro passado, ainda a tempo de assinalar 25 anos sobre a estreia da versão inicial, foi lançada esta mala especial, com cinco DVDs, onde se inclui até a "Final Cut" definitiva, desta vez com som remasterizado. A coisa compõe-se com três versões adicionais do filme, o documentário "Dangerous Days" e um disco de bónus com mais de 80 minutos de cenas cortadas nunca antes visionadas.
A "Mala Deckard" desta Ultimate Collector's Edition é uma edição limitada e numerada, incluindo memorabilia rara como seja uma réplica do carro Spinner, um figurino do unicórnio, ilustrações, fotos e um clip do filme numa pequena caixa acrílica com a tecnologia lenticular.
Para coleccionadores, cinéfilos ou simplesmente fanáticos da obra-prima de Ridley Scott, esta é, sem dúvida, uma peça imprescindível...
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quinta-feira, janeiro 3

Bichezas do Espaço




Estreia hoje nas salas portuguesas o filme "AVP - Requiem", a sequela de "Aliens vs. Predador". E agora, ao contrário do anterior isolamento ártico, a confusão cai bem no meio de uma pacata cidade do Colorado, reduzindo num ápice a centenas os seis mil e tal habitantes, com a fúria da amostra para ver aqui.

No meio da carnificina, com os sobreviventes aglomerados no centro da cidade à espera de salvação, os espectadores já sabem que o que lá vem é uma bomba nuclear - e não helicópteros do exército.

Talvez por isso, quando a tensão está ao rubro, o restante dos habitantes de Gunnison já desconfia das intenções do governo americano e uma das personagens diz: “the government wouldn’t lie to us”; tem-se registado um fenómeno curioso: os espectadores riem-se *. Como que irmanados numa certeza que cruza o mundo moderno: todos os governos nos mentem, cada vez mais e mais descaradamente. E quando alguém acredita no contrário, tal ingenuidade dá-nos vontade de rir.

Eu tenho outra vontade, que não passa de um sonho: ver certos governos desterrados para este momento específico da fictícia cidade de Gunnison e assistir à correspondente refeição da bicheza alienígena. Esperando que os pobres Aliens não sofressem muito com a tremenda azia que teriam, logo a seguir.
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* (Nota acrescentada a 5Jan): Confirma-se que os espectadores portugueses também fazem o mesmo...
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quarta-feira, janeiro 2

Bálsamos



"Baraka", um dos mais impressionantes documentários sem argumento dos tempos modernos, chegou-me finalmente às mãos, num mui desejado DVD. Curiosamente, depois de anos a procurá-lo, acabo por tê-lo oferecido justamente no ano em Ron Fricke, o seu realizador, se prepara para estrear a sequela, “Samsara”. São boas coincidências.
"Baraka" faz parte de uma cada vez mais extensa família de filmes com imagens e música à procura do mundo, em mosaicos de paisagens naturais, cenários humanos, culturas desaparecidas ou em extinção, animais inseridos em habitat natural, manifestações religiosas e etnografia, apenas para citar algumas pistas.




Neste caso, a lente da obra percorreu 152 localizações em 24 países, estreando finalmente, em 1992, no inovador formato 70mm Todd-AO. A banda sonora, um colírio para qualquer alma mais sofrida ou empedernida, foi concebida por Michael Sterns, com participações de, entre outros, os Brother e os Dead Can Dance.
96 minutos de prazer visual e auditivo em estado puro, obviamente recomendadíssimos! E no que toca à parte das imagens "civilizacionais", vê-se bem, infelizmente, como continua insuportavelmente grande e doloroso o abismo entre ricos e pobres...



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terça-feira, dezembro 18

O Putedo do Cinema Nacional





A "transgressão" está definitivamente na moda, no que respeita ao cinema português. Só é pena que seja cada vez mais via putedo: primeiro com "Corrupção" e agora com "Call Girl". Neste último, aliás, Soraia Chaves reincide e reinventa o que já tinha feito, de forma diferente, com a sua personagem em "O Crime do Padre Amaro": o papel de putar. O filme novo, esse, será certamente um sucesso. Afinal de contas, a mistura de vernáculo a despropósito, "caras e bocas", chicotes, mauzões, corruptos, mamas de fora e passarocas/rabos ao léu é receita pronta-a-comer, especialmente em tempos de bitola baixa. "Call Girl" estreia a 27 de Dezembro, logo depois da chatice cinzentona do Natal, do Menino Jesus e da Virgem Maria. E a julgar pela sinopse e pelo trailer, tem todas as condições para trazer-nos uma quadra festiva muito mais animada.
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domingo, dezembro 9

Paris



Impossível não recomendar a (re)visão do filme “Paris, Je T’Aime”, no qual a cidade mais romântica do mundo foi vista, em 2006, pelos olhos de alguns dos mais aclamados cineastas desse mesmo mundo.
Cada realizador foi convidado a contar uma história de cinco minutos, tendo como pano de fundo um dos bairros da capital francesa. O resultado é um caleidoscópio genial de 18 histórias de 18 realizadores (Olivier Assayas, Gérard Depardieu, Joel & Ethan Cohen, Wes Craven, Alfono Quarón, Alexander Payne, Walter Salles e Gus Van Sant, entre outros) sobre alegria, separação, encontros inesperados, estranhos recontros… e sobretudo, sobre amor.
Maggie Gyllenhall, Ben Gazzara, Gena Rowlands, Steve Buscemi, Miranda Richardson, Leonor Watling, Emily Mortimer, Nick Nolte, Fanny Ardant, Bob Hoskins, Elijah Wood, Juliette Binoche, Willem Dafoe e Natalie Portman são apenas alguns dos nomes que dão corpo às histórias.
Para quem ainda não teve a suprema felicidade de ver esta obra de arte, no cinema ou na TV, aqui fica o aguçador de apetite, com o DVD à espreita:


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domingo, novembro 25

Sangue no Alasca



Ironicamente, "30 Days of Night" começou por ser uma ideia de argumento para um filme. A coisa não pegou em Hollywood, mas acabou por ser transposta à BD e ver a luz do dia em 2002, sob a forma de graphic novel com argumento de Steve Niles e desenhos de Ben Templesmith.
O mestre do horror Clive Barker teceu-lhe os maiores elogios, a crítica especializada também, os fãs do género compraram em massa, seguiram-se inúmeras sequelas (ainda em BD) à história original e começaram a ser publicados livros de bolso em prosa.
Cada vez mais sedenta de ideias comerciais, Hollywood acabou por responder ao sucesso da saga e deu-lhe entretanto o lugar adiado por cinco anos. O filme, entretanto, aí está (em português, "30 Dias de Escuridão").
Na ponta mais Norte dos EUA, no Alasca esquecido, o aglomerado populacional de Barrow é anualmente vítima dos caprichos da geografia, vivendo 30 dias de escuridão absoluta. E torna-se num viveiro de sangue fresco para um grupo de vampiros sedentos que descobrem o facto, atraídos pela hipótese de se alimentarem, sem sobressaltos, durante um mês inteiro.
No seu caminho, apenas encontram Eben, o xerife local; e a sua mulher Stella, que organizam a resistência dos humanos sobreviventes. Mas o preço a pagar pode ser alto demais...



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domingo, outubro 28

Cabriolet


Quer se queira, quer não, de cada vez que uma actriz consensualmente "intelectual" e mundialmente respeitada decide 'descascar-se' (ainda mais depois de "uma certa idade"), as atenções voltam-se inexoravelmente para o que vem ser mostrado. Por isso, não espanta o frémito de antecipação que a Playboy francesa de Novembro está já a causar. E não é para menos: a discreta e nobilíssima Juliette Binoche despiu-se e dançou, aos 43 anos, frente à objectiva de Marianne Rosenstiehl. Com resultados para ver a partir de amanhã, nas bancas gaulesas.
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quinta-feira, outubro 4

Sex And The City - The Movie



Foi um Setembro muito atarefado, em Nova Iorque, para o elenco de um filme ansiosamente esperado por milhões de fãs da série homónima, onde me incluo. A Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristin Davis junta-se também o elemento afro-americano-componente-Oscar, com Jennifer Hudson a fazer de assistente da personagem Carrie Bradshaw. O ponto alto da narrativa do filme passa pelo (aguardado?) casamento de Carrie e Mr. Big. A ver vamos. Estreia em 2008.


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terça-feira, setembro 18

"Aguardamentos"






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"Remember, remember, the fifth of November..."