Vidas, palavras, ideias e coisas - de dias e de noites - em ambiente (geralmente) citadino
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domingo, março 8

A grande falta de paciência



E não se pode exterminá-los? É que a coisa só teve alguma piada, e mesmo assim ronça, por alturas da primeira vez em que fomos brindados com os dislates do candidato Vieira...

quarta-feira, janeiro 28

Já chega, não?



Motivacional e adaptável a qualquer circunstância (qualquer um de nós pode encher de significado pessoal uma expressão vaga que não tenha substrato), a nefanda frase "Yes We Can!", o primeiro legado objectivo de Obama, já não pode ouvir-se.
Ou, particularizando, já não posso ouvi-la. Nem vê-la, porque se multiplica em ícones, ID's, blogues, sites, pins, roupa, banners e o mais que se quiser.
Muito menos por cá no rectângulo. Até porque não será a repeti-la como mantra, com dinâmica e aspecto de esquilos em ecstasy, agarrados ao desfiar de um terço virtual, que a coisa vai funcionar milagrosamente, no meio dos nossos desmoronamentos sociais e económicos.
Dizer é fácil. Fazer, isso, são outros quinhentos...

sábado, abril 5

Tenham muito medo



Não é assim tão difícil cair na rede. Afinal, o argumento de "O Nevoeiro Misterioso" nasce de um conto de Stephen King; o argumentista e realizador da coisa é o tarimbadíssimo Frank Darabont; e o elenco tem o chamariz de uma oscarizada Marcia Gay Harden, entre várias outras caras facilmente reconhecíveis de séries televisivas diversas com projecção internacional (com destaque para a veterana Frances Sternhagen).
A verdade repõe-se nos primeiros minutos de filme: argumento fraco, direcção de actores fragilíssima, ritmo zero, uma chatice. Depois, chegam os primeiros efeitos especiais: confrangedoramente maus. Depois ainda, as criaturas invasoras em massa: risíveis.
Numa classificação de 0 a 5, apetece-me apenas chamar a este filme uma inominável bosta. Tão grande e mal-cheirosa que até me fez chegar apenas a metade do balde de pipocas....

terça-feira, abril 1

Não, não é mentira...





sábado, novembro 10

Bichezas



Nem as cascavéis mais venenosas se livram de levar com uma pisadela de rinoceronte em cima. Resta agora saber se a dita se escondeu num buraco qualquer, a recuperar do esmagamento... Ou se foi - como tantos desejam - morrer longe.
a


"Remember, remember, the fifth of November..."